domingo, 7 de junho de 2009

ESCOLHAS


Este assunto é MUITO LOUCO! Já aviso, se tiver a fim de encarar, vá em frente, se não: Bye-bye, desde já, thanks, boa semana!


Alright, já que insiste... ^^ Em algum dia desta semana (acho que quarta-feira) estava com uma amiga no carro e, entre um lugar e outro, fui “Priscilosofando”... =)

Cabe um parêntesis aqui: (alguns amigos já aprenderam umas estratégias de fuga quando eu começo a Priscilosofar... né Nikky?! Outros, coitados, ainda ficam me ouvindo, por educação ou por falta de alternativa... rsrs No caso mencionado aqui, pular pela janela do carro não era lá uma alternativa muito tentadora, acho... Né, Flavinha?! rs)

Tá, voltando, estava eu Priscilosof... sobre ESCOLHAS. Putz, não sei daonde começou o assunto, mas lembro que caiu num exemplo assim:

“ (...) você já parou pra pensar que até a escolha mais idiota das idiotas, pode mudar todo o rumo da sua vida?! Por exemplo, o que você come no café da manhã. Se você escolhe comer um cereal em vez de um pão-com-mortadela. Ou vice-versa. Suponhamos a escolha do pão-com-mortadela, vai... você acaba tendo uma puta azia, vai até a farmácia comprar um Estomazil (olha o merchã! Quero comissão! rs) e chegando lá conhece um cara lindo que foi comprar creme de barbear. Vocês trocam telefone, MSN, Orkut, combinam de se encontrar, namoram, casam, tem três filhinhos lindos, vão passar as férias na casa da praia e vivem felizes para sempre. MEEEUUUU, se você tivesse escolhido comer o maldito cereal, isso NUNCA teria acontecido!!!!”

=O ----> esta era a cara da Flavinha enquanto eu divagava (Ops! Falava!) Só não se sabe se ela pensava: “Nooossa, é verdade, nunca tinha pensado nisso!” OU “Noooossa, será que a escolha dela pro café da manhã foi bolo de maconha?”

Anyway... se a pessoa da história tivesse escolhido naquele dia comer cereal, toda a sua vida poderia ter tomado um rumo diferente... Isso porque a gente só considerou a escolha entre pão-com-mortadela e cereal... agora pensa em todas as pequenas decisões que você toma durante o dia inteiro, todos os dias da sua vida... se vai de carro, ônibus ou metrô, se compra a calça em uma loja ou outra, se presta concurso ou faz mestrado, se manda seu currículo pra uma vaga ou pra outra, se pinta o cabelo de vermelho ou loiro, se compra um gato ou um cachorro, se dá dinheiro ou não pro menino no semáforo, se entra pra aula de dança ou de jiu-jitsu, se marco um X na opção Psicologia ou Relações Internacionais na ficha de inscrição do vestibular... etc, etc, etc... escolhas SEM FIM!



Daí que se você pensar na ramificação que dá isso... escolher se vou de carro em vez de ônibus tem mais três conseqüências possíveis (tô sendo otimista...rs) e cada uma delas mais quatro e cada uma dessas quatro mais duas e assim vai indo, consecutivamente... em progressão geométrica!!! E geralmente você tem mais do que simplesmente duas opções em cada uma das escolhas...



Tem mais: e o quanto as SUAS escolhas afetam a vida dos outros?!?!?! Já pensou?! Alguém pode deixar de ser atropelado em um acidente trágico simplesmente porque você o abraçou por dois segundos a mais... ou você pode fazer alguém perder um ônibus que o levaria pontualmente a uma entrevista de emprego da qual o sucesso da carreira profissional dependeria, só porque você telefonou naquele exato momento... e a mudança na vida dessas pessoas acabam por afetar a sua própria depois em outros momentos, de diferentes formas...

Ou seja: seu DESTINO vai sendo construído dia após dia então?! De acordo com cada escolha, um novo caminho que pode vir a construir pela frente?! Novas possibilidades de escolha e exclusão de outras que poderiam haver caso as primeiras escolhas fossem outras?! Aaaaaaahhhhh to pirandooooo!!! Eu seeeeeeiiiiiii!!!!

O fato é que achei interessante por dimais coincidir exatamente esta conversa-jogada-fora com o que estava programado pra estudar no cronograma de Conceitos Básicos... rs Inevitavelmente, ao terminar o Capítulo 11 do Catania (pra quem tiver interessado) acabei TENDO que escrever essas baboseiras aqui... (Nikky lê, balança a cabeça e diz: "Eu sabia que este mestrado ia fazer isso com você, eu avisei...!")

Noooossa, detalhe que, estudando, consegui viajar mais ainda, tipo: cada escolha que você faz na maioria-quase-total das vezes te impede de entrar em contato com uma série de coisas que poderia entrar se tivesse escolhido outra coisa logo de início. Por exemplo, você NUNCA vai poder saber se seria um ótimo ator, famoso, global e tals, se escolheu estudar gastronomia e ir pra França se especializar e voltar e abrir um restaurante no Brasil... são inúmeras as possibilidades de RUMOS que sua vida poderia ter tomado se algumas escolhas aparentemente insignificantes tivessem sido feitas em detrimento de outras...


Fiquei pensando em toda uma sequência de fatos que está comprometida em uma escolha (pros colegas da A.C.: os tais dos elos iniciais nos encadeamentos de esquemas concorrentes que levam aos terminais...). Mas o LEGAL (o que inclusive me faz vir aqui com grande satisfação escrever sobre o assunto) é que antigamente pensar nisso era o que me paralisava de ansiedade diante de uma escolha estúpida (porém cheia de conseqüências infinitas, imprevisíveis, inimagináveis, como explicado aí em cima) como a cor do sapato que eu ia comprar... é, saber das conseqüências (ou imaginá-las, na verdade e saber que de fato não dava pra saber) me deix"ava" MaLuqUiNhADaSiLvA...




Hoje em dia paro e penso que o negócio é tão GRANDE, COMPLEXO e FORA DO MEU CONTROLE, que resolvi relaxar...





Afinal... NÃO TENHO ESCOLHA MESMO!!!! ^^



















P.S.: Quem foi mesmo o MALDITO que um dia resolveu começar a estudar Comportamento?! Vou fazê-lo se arrepender de suas escolhas o dia que o encontrar e for acertar as contas lá no céu... humpf...















=)

2 comentários:

  1. Pri...vc sabe que este tem sido o meu grande e futuro trabalho, rsrsrrsrssss......entender por que o sujeito escolhe o escolhe e como e pq escolhe.....
    Ow isso é complicado mas é como se desse uma injeção de um estimulante daqueles.......eita efeitinho do car......ops, blog de menina de família!
    Olha só agora falando sério, como sempre termino reforçando suas divagações, ora concordando, ora não, mas apenas dispondo conseqüências que pelo visto tem aumentado suas respostas, kkkkkkkkkkkkk


    Pra começar, vou lhe dar uma indicação muito bacana que acho que vai dizer muito pra vc sobre o quanto vc ao escolhe afeta não só seu comportamento, como aqueles que estão a sua volta....

    O texto é do Tourinho e fala de eventos internos, não me lembro bem o nome do artigo, mas depois te passo ao certo....está na revista do IBAC.....

    Bem, estou falando tudo isso porque todos nós sabemos que nossas decisões além de apresentar conseqüências a curto prazo, apresentam tb outras a longo prazo.....mais além é muitas vezes pequenas escolhas com essa de ir a farmácia que fazem toda a diferença na vida....

    Mas ainda assim, tenho me preocupado com as conseqüências a longo prazo de minhas ações ou das pessoas a meu redor, como um bom observador, isso´já é inerente, rsrsrsrss


    Bem, agora me acorre outra dúvida, como eu vou terminar essa minha divagação que reforça a priscilosofia maluca?

    Um conselho, pra realmente fazermos boas escolhas, nada melhor que mantermos contato com a realidade, ou seja, com as contingências e também em que contexto tenho escolhido me comportar daquela maneira....

    Ser um bom observador faz toda a diferença....

    Bjs e vamos usar dessa estratégia.....

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  2. Pri pensa nessa música como possibilidades de escolha e depois me fala o que achou:

    Eduardo e Mônica

    Quem um dia irá dizer que existe razão
    Nas coisas feitas pelo coração? E quem irá dizer
    Que não existe razão?

    Eduardo abriu os olhos mas não quis se levantar
    Ficou deitado e viu que horas eram
    Enquanto Mônica tomava um conhaque
    Noutro canto da cidade
    Como eles disseram

    Eduardo e Mônica um dia se encontraram sem querer
    E conversaram muito mesmo pra tentar se conhecer
    Foi um carinha do cursinho do Eduardo que disse
    - Tem uma festa legal e a gente quer se divertir
    Festa estranha, com gente esquisita
    - Eu não estou legal, não aguento mais birita
    E a Mônica riu e quis saber um pouco mais
    Sobre o boyzinho que tentava impressionar
    E o Eduardo, meio tonto, só pensava em ir pra casa
    - É quase duas, eu vou me ferrar

    Eduardo e Mônica trocaram telefone
    Depois telefonaram e decidiram se encontrar
    O Eduardo sugeriu uma lanchonete
    Mas a Mônica queria ver o filme do Godard
    Se encontraram então no parque da cidade
    A Mônica de moto e o Eduardo de camelo
    O Eduardo achou estranho e melhor não comentar
    Mas a menina tinha tinta no cabelo

    Eduardo e Mônica eram nada parecidos
    Ela era de Leão e ele tinha dezesseis
    Ela fazia Medicina e falava alemão
    E ele ainda nas aulinhas de inglês
    Ela gostava do Bandeira e do Bauhaus
    De Van Gogh e dos Mutantes
    Do Caetano e de Rimbaud
    E o Eduardo gostava de novela
    E jogava futebol-de-botão com seu avô
    Ela falava coisas sobre o Planalto Central
    Também magia e meditação
    E o Eduardo ainda estava
    No esquema "escola, cinema, clube, televisão"

    E, mesmo com tudo diferente
    Veio mesmo, de repente
    Uma vontade de se ver
    E os dois se encontravam todo dia
    E a vontade crescia
    Como tinha de ser

    Eduardo e Mônica fizeram natação, fotografia
    Teatro e artesanato e foram viajar
    A Mônica explicava pro Eduardo
    Coisas sobre o céu, a terra, a água e o ar
    Ele aprendeu a beber, deixou o cabelo crescer
    E decidiu trabalhar
    E ela se formou no mesmo mês
    Em que ele passou no vestibular
    E os dois comemoraram juntos
    E também brigaram juntos, muitas vezes depois
    E todo mundo diz que ele completa ela e vice-versa
    Que nem feijão com arroz

    Construíram uma casa uns dois anos atrás
    Mais ou menos quando os gêmeos vieram
    Batalharam grana e seguraram legal
    A barra mais pesada que tiveram

    Eduardo e Mônica voltaram pra Brasília
    E a nossa amizade dá saudade no verão
    Só que nessas férias não vão viajar
    Porque o filhinho do Eduardo
    Tá de recuperação

    E quem um dia irá dizer que existe razão
    Nas coisas feitas pelo coração? E quem irá dizer
    Que não existe razão?

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