domingo, 6 de dezembro de 2009

Samba da Bênção

"É melhor ser alegre que ser triste,
ALEGRIA é a melhor coisa que existe
É assim como a luz no coração.

Mas pra fazer um samba com beleza,
é preciso um bocado de tristeza,
senão não se faz um samba não.

Senão é como amar uma mulher só linda
E daí?

Uma mulher tem que ter
Qualquer coisa além de beleza
Qualquer coisa de triste
Qualquer coisa que chora
Qualquer coisa que sente SAUDADE

(...)

Feito essa gente que anda por aí
Brincando com a vida
Cuidado, companheiro!
A VIDA É PRA VALER!
E não se engane não, tem uma só
Duas mesmo que é bom
Ninguém vai me dizer que tem
Sem provar muito bem provado
Com certidão passada em cartório do céu
E assinado embaixo: Deus
E com firma reconhecida!

A vida não é brincadeira, amigo
A vida é arte do encontro
Embora haja tanto desencontro pela vida

Há sempre uma mulher à sua espera
Com os olhos cheios de carinho
E as mãos cheias de perdão

Ponha um pouco de amor na sua vida
Como no seu samba

(Trechos de Samba da Bênção – Vinícius de Moraes)

domingo, 29 de novembro de 2009

Da RELATIVIDADE dos pontos de vista...


Ouça um bom conselho
Que eu lhe dou de graça
Inútil dormir que a dor não passa

Espere sentado
Ou você se cansa
Está provado, quem espera nunca alcança

Venha, meu amigo
Deixe esse regaço

BRINQUE COM MEU FOGO, VENHA SE QUEIMAR

Faça como eu digo
FAÇA como eu faço
Aja duas vezes antes de pensar

Corro atrás do tempo
Vim de não sei onde
Devagar é que não se vai longe

Eu semeio o vento
Na minha cidade
Vou pra rua e bebo a tempestade
Vou pra rua e bebo a tempestade
VOU PRA RUA E BEBO A TEMPESTADE


(Tudo muito sabiamente observado by Chico B. - "Bom Conselho")









domingo, 8 de novembro de 2009

A escalada

“A vida é uma escalada. Mas a vista é maravilhosa” (de: Hannah Montana – o filme).

Tá, o filme foi feito para o público adolescente e eu já passei desta fase há alguns aninhos. Mas adoro o álibi de ter sobrinhos... com eles você pode matar a vontade de andar de trenzinho pela cidade, dar pão para os patos na lagoinha da sua cidade, brincar do parque de diversões, ir ao zoológico, jogar bola, videogame etc., sem ninguém vir dizer que você já está muito grandinho pra isto. Enfim, eu assisto SIM a seriados e filmes voltados ao público infantil e adolescente – mas só porque tenho sobrinhos viu?! (Segredinho: Adoro!)
Enfim, depois que assisti ao filme mencionado ali em cima e escutei a música “The Climb” (Miley Cyrus) prestando atenção à letra e ao significado daquilo, aplicando-o à minha própria vida e forma de pensar, por algum tempo esta frase ficou martelando na minha cabeça.

Mas hoje me deparei com uma resposta de mim para mim mesma: Não.
Não???
É! ... Não necessariamente.

Há alguns cumes de montanhas que são tão importantes para nós, que não nos permitimos perder o foco um só minuto para simplesmente notar que ali há uma vista. Neste caso, para quem o único objetivo em mente é chegar ao topo e, portanto, está escalando a todo vapor (com avidez, com pressa, com determinação imbatível) esta vista simplesmente não existe.

Quem tem pressa de chegar a algum lugar (a qualquer custo), perde a beleza do caminho. Porque precisa observar cada detalhe da montanha que está escalando e de seu próprio corpo, seus movimentos... Cada pedrinha ali pode fazê-lo escorregar e perder toda uma caminhada que já foi feita até então. Por isto é precisa muita atenção. Não se pode perder o foco. Um pedaço de rocha sobressalente ou uma fenda na qual a ponta do pé pode se encaixar pode servir como o próximo degrau. Não, você não pode desviar o olhar da montanha que está ali na sua frente, na qual você está grudado e não pode se soltar. Oras – há risco de morte!

Você tem tanta certeza do que está fazendo, se preparou tão bem para aquilo, foram tantas aulas dedicadas a aprender os detalhes implicados no sucesso ou fracasso total de uma escalada, que possui a certeza de que, se continuar trabalhando com a mesma garra com que se manteve até o momento, a chegada ao topo é garantida. Só depende de você. Só depende do seu esforço, da sua capacidade, da sua habilidade em driblar as adversidades, da energia que você está disposto a despender ali naquele projeto.

Mas lembra daquela pedrinha minúscula que podia rolar por debaixo de seus pés e comprometer todo seu resultado até então? Pois é... A existência dela não depende da sua vontade, capacidade ou determinação. Só depende do acaso. Você pode pensar: “Tá, mas se eu for mesmo muito bom nisso, eu vou evitar todas as possíveis pedrinhas, me agarrarei somente naqueles pedaços de rocha em que eu sentir muita firmeza e meu equipamento é tão bom que também vai me garantir segurança total (a propósito, tenho medo de palavras absolutas, como total, único, sempre, nunca...). Ok, você quase me convenceu nestes argumentos e quase provou que está muito bem preparado para lidar com as possíveis pedrinhas.

Mas... E se de repente começa a chover? Uma chuva muito forte, cheia de relâmpagos e trovões?
Tudo bem, você não tem medo de água mesmo e na verdade adora tomar banho de chuva, porque acha que lava a alma e naquele momento pode ser até revigorante.

Mas... A rocha pode ficar escorregadia, certo?! Ah... seus sapatos e luvas são próprios para isto? Ótimo! Mais uma vez você demonstrou estar muito bem equipado para esta escalada. Pensou em tudo, cada minúcia antes de começá-la. Parabéns pela cautela.

Mas... E se de repente começa uma tempestade de vento? Seus braços já estão meio cansados de escalar, e pode ficar difícil se manter firme agarrado à rocha sem ser levado pelas rajadas.

E se algum animal te encontra no meio do caminho? E se alguma pedra grande vem rolando na sua direção? E se o sol estiver forte demais e você sentir uma tontura? E se você não conseguir manter o ritmo previsto e escurecer antes de você chegar ao topo? E se você se sentir debilitado, com uma gripe ou dor de barriga chegando bem ali naquela hora? E se você se sentir tão cansado, sem energia, que não consegue mais seguir em frente?! E se acontecer algo tão bizarro, tão improvável (a noção de probabilidade carrega um perigo consigo, porque mesmo coisas extremamente improváveis são possíveis, ainda assim), algo tão inimaginável que nem você previu antes de começar a escalada, nem eu consigo pensar agora?

Seria possível se prevenir contra isto tudo com 100% de certeza de sucesso? Você – bem preparado que está – provavelmente vai dizer que consultou a previsão do tempo, se certificou de estar utilizando o último equipamento lançado no mercado, da mais alta tecnologia, além de ter realizado um trabalho consistente até então para estar com a saúde nas mais perfeitas condições, foram muitas horas de malhação para estar com os braços e pernas fortes, resistentes e o condicionamento físico em perfeito estado etc. Isto é bom. Você acredita em você. E no seu potencial. Isto é realmente muito bom. Você só está deixando de considerar que nem tudo está de fato sob seu total controle e que, em algum momento, qualquer uma dessas medidas preventivas pode falhar.

É, no mínimo, prepotência/arrogância (escolha o que achar melhor) pensar que todas as pedrinhas serão enxergadas a tempo de ser evitadas e as condições climáticas e de seu organismo estão sob seu controle, dependendo apenas da sua capacidade de lidar com tudo isto. E são tantos detalhes, tantas coisas das quais você não pode perder um segundo sequer de atenção, que realmente isto torna muito mais difícil manter o controle sobre tudo.

Mas a sua determinação é imbatível. Eu sei que é. Você vai dar tudo o que puder de si para chegar ao cume sem sucumbir, passando por tudo isto. Não tenho dúvidas de que vai. Mas ainda assim a chegada não é certa. Você pode chegar. Como pode não chegar, precisar desistir, voltar atrás, mudar a rota, escolher um outro caminho, ou (quem sabe?) inclusive mudar de topo-alvo.

O ponto é que, enquanto você estava escalando, você poderia ter olhado ao menos algumas vezes para a vista à sua volta. Se tivesse tirado os olhos do cume por apenas alguns segundos que fossem, poderia ter notado o quanto o lugar era lindo, a brisa era fresca, o som dos pássaros ecoava e a escalada poderia ter se tornado prazerosa, em vez de árdua, dura, penosa. E você poderia chegar ao topo, ainda assim. Ou não. Porque novamente não dependeria apenas de você e de todo seu esforço.

Então qual a diferença? Qual a vantagem em adotar uma postura? Se dos dois jeitos eu posso chegar ao topo mesmo, ou não chegar, porque eu deveria escolher uma atitude e não a outra? Qual a melhor delas? Eu também não sei. Não sei qual seria melhor pra você. Porque acredito que caiba a cada um de nós escolher como vai escalar, porque para alguns o que importa mesmo é só chegar (contando com a ilusória garantia da chegada). Para outros, o trajeto em si pode fazer toda a diferença.

Aliás, se eu apreciar a vista enquanto tento chegar a um topo escolhido, posso perceber que ali do lado tem uma outra montanha com um topo muito melhor para mim, pelo menos para aquele momento. E, assim, humildemente, perceber que posso ter escolhido o topo errado, ou que ainda não estou preparado para aquela montanha, e preciso praticar um pouco mais em outras primeiro e, desta forma, aquela escalada ali que, no meu julgamento inicial, era definitiva ou pelo menos imprescindível para minha vida, talvez nem fosse tão importante assim. Pelo menos talvez não naquele momento.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Contradições

Perguntaram ao Dalai Lama:

"O que mais te surpreende na Humanidade?"



E ele respondeu:

"Os homens...



... Porque perdem a saúde para juntar dinheiro. Depois perdem dinheiro, para recuperar a saúde.

E por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem do presente, de tal forma que acabam por não viver nem o presente, nem o futuro.

E vivem como se nunca fossem morrer ... e morrem como se nunca tivessem vivido."





terça-feira, 18 de agosto de 2009

FREEDOM



"SER LIVRE é não ser escravo das culpas do passado nem das preocupações do amanhã. Ser livre é ter tempo para as coisas que se ama. É abraçar, se entregar, sonhar, recomeçar tudo de novo. É desenvolver a arte de pensar e proteger a emoção. Mas, acima de tudo, ser livre é ter um caso de amor com a própria existencia e desvendar seus mistérios"

(Augusto Cury)

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Contradição


Posso até tentar, algumas vezes,
Ignorar meus sentimentos por alguém.
E tapar seus olhos, não deixá-los ver.
Ocasionalmente, isto pode aproximá-lo,
Movido por indignação, curiosidade
Ou até por medo de perder.

Ao me afastar propositalmente.
Posso conseguir alguém mais presente.
Gero no outro uma falta, ao fazer-me ausente.
Posso gerar uma sede pela reaproximação.
Isto dá orgulho próprio, auto-estima, envaidece.
Mas isto que tantos prezam, eu não quero.
O que atrai o outro me afasta de mim mesma.
Nada disto me satisfaz.
Que sarcasmo, que ironia, que contradição da vida!
Isto tudo... não dá paz!

(Priscila dos Santos)

domingo, 26 de julho de 2009

Amigos

"Um dia você aprende que...verdadeiras amizades continuam a crescer, mesmo a longas distâncias. E o que importa não é o que você tem na vida, mas QUEM você tem na vida... aprende que não temos que mudar de amigos, se compreendermos que os amigos mudaram..."

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Exposição às Contingências e Variabilidade Comportamental

PRA TODOS OS MOMENTOS DA VIDA...






YOU LEARN




I, recommend getting your heart trampled on to anyone, yeah


I, recommend walking around naked in your living room, yeah


Swallow it down (what a jagged little pill)


It feels so good (swimming in your stomach)


Wait until the dust settles




You LIVE you learn, you LOVE you learn


You CRY you learn, you LOSE you learn


You BLEED you learn, you SCREAM you learn




I, recommend biting off more than you can chew to anyone (I certainly do)


I, recommend sticking your foot in your mouth at any time


Feel free




Throw it down (the caution blocks you from the wind)


Hold it up (to the rays)


You wait and see when the smoke clears


You live you learn, you love you learn
You cry you learn, you lose you learn
You bleed you learn, you scream you learn


Wear it out (the way a three-year-old would do)


Melt it down (you're gonna have to eventually, anyway)


The fire trucks are coming up around the bend




You live you learn, you love you learn
You cry you learn, you lose you learn
You bleed you learn, you scream you learn


You GRIEVE you learn, you CHOKE you learn


You LAUGH you learn, you CHOOSE you learn


You PRAY you learn, you ASK you learn




YOU LIVE, YOU LEARN
...
^^

quarta-feira, 17 de junho de 2009

PACIÊNCIA

"Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
A vida não pára...

Enquanto o tempo
Acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora
Vou na valsa
A vida é tão rara...

Enquanto todo mundo
Espera a cura do mal
E a loucura finge
Que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência...

O mundo vai girando
Cada vez mais veloz
A gente espera do mundo
E o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência...

Será que é tempo
Que lhe falta prá perceber?
Será que temos esse tempo
Prá perder?
E quem quer saber?
A vida é tão rara
Tão rara...

Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não pára
A vida não pára não...
A vida não pára...

A vida é tão rara!...

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Mulheres (por Machado de Assis)



"As melhores mulheres pertencem aos homens mais atrevidos. Mulheres são como maçãs em árvores. As melhores estão no topo. Os homens não querem alcançar essas boas, porque eles tem medo de cair e se machucar. Preferem pegar as maçãs podres que ficam no chão, que não são boas como as do topo mas são facéis de conseguir. Assim as maçãs do topo pensam que algo está errado com elas, quando na verdade, ELES estão errados...Elas tem que esperar um pouco mais para o homem certo chegar...aquele que é valente o bastante para escalar até o topo da árvore."


(Machado de Assis)








Adorei!!! ^^
...
=)

domingo, 7 de junho de 2009

ESCOLHAS


Este assunto é MUITO LOUCO! Já aviso, se tiver a fim de encarar, vá em frente, se não: Bye-bye, desde já, thanks, boa semana!


Alright, já que insiste... ^^ Em algum dia desta semana (acho que quarta-feira) estava com uma amiga no carro e, entre um lugar e outro, fui “Priscilosofando”... =)

Cabe um parêntesis aqui: (alguns amigos já aprenderam umas estratégias de fuga quando eu começo a Priscilosofar... né Nikky?! Outros, coitados, ainda ficam me ouvindo, por educação ou por falta de alternativa... rsrs No caso mencionado aqui, pular pela janela do carro não era lá uma alternativa muito tentadora, acho... Né, Flavinha?! rs)

Tá, voltando, estava eu Priscilosof... sobre ESCOLHAS. Putz, não sei daonde começou o assunto, mas lembro que caiu num exemplo assim:

“ (...) você já parou pra pensar que até a escolha mais idiota das idiotas, pode mudar todo o rumo da sua vida?! Por exemplo, o que você come no café da manhã. Se você escolhe comer um cereal em vez de um pão-com-mortadela. Ou vice-versa. Suponhamos a escolha do pão-com-mortadela, vai... você acaba tendo uma puta azia, vai até a farmácia comprar um Estomazil (olha o merchã! Quero comissão! rs) e chegando lá conhece um cara lindo que foi comprar creme de barbear. Vocês trocam telefone, MSN, Orkut, combinam de se encontrar, namoram, casam, tem três filhinhos lindos, vão passar as férias na casa da praia e vivem felizes para sempre. MEEEUUUU, se você tivesse escolhido comer o maldito cereal, isso NUNCA teria acontecido!!!!”

=O ----> esta era a cara da Flavinha enquanto eu divagava (Ops! Falava!) Só não se sabe se ela pensava: “Nooossa, é verdade, nunca tinha pensado nisso!” OU “Noooossa, será que a escolha dela pro café da manhã foi bolo de maconha?”

Anyway... se a pessoa da história tivesse escolhido naquele dia comer cereal, toda a sua vida poderia ter tomado um rumo diferente... Isso porque a gente só considerou a escolha entre pão-com-mortadela e cereal... agora pensa em todas as pequenas decisões que você toma durante o dia inteiro, todos os dias da sua vida... se vai de carro, ônibus ou metrô, se compra a calça em uma loja ou outra, se presta concurso ou faz mestrado, se manda seu currículo pra uma vaga ou pra outra, se pinta o cabelo de vermelho ou loiro, se compra um gato ou um cachorro, se dá dinheiro ou não pro menino no semáforo, se entra pra aula de dança ou de jiu-jitsu, se marco um X na opção Psicologia ou Relações Internacionais na ficha de inscrição do vestibular... etc, etc, etc... escolhas SEM FIM!



Daí que se você pensar na ramificação que dá isso... escolher se vou de carro em vez de ônibus tem mais três conseqüências possíveis (tô sendo otimista...rs) e cada uma delas mais quatro e cada uma dessas quatro mais duas e assim vai indo, consecutivamente... em progressão geométrica!!! E geralmente você tem mais do que simplesmente duas opções em cada uma das escolhas...



Tem mais: e o quanto as SUAS escolhas afetam a vida dos outros?!?!?! Já pensou?! Alguém pode deixar de ser atropelado em um acidente trágico simplesmente porque você o abraçou por dois segundos a mais... ou você pode fazer alguém perder um ônibus que o levaria pontualmente a uma entrevista de emprego da qual o sucesso da carreira profissional dependeria, só porque você telefonou naquele exato momento... e a mudança na vida dessas pessoas acabam por afetar a sua própria depois em outros momentos, de diferentes formas...

Ou seja: seu DESTINO vai sendo construído dia após dia então?! De acordo com cada escolha, um novo caminho que pode vir a construir pela frente?! Novas possibilidades de escolha e exclusão de outras que poderiam haver caso as primeiras escolhas fossem outras?! Aaaaaaahhhhh to pirandooooo!!! Eu seeeeeeiiiiiii!!!!

O fato é que achei interessante por dimais coincidir exatamente esta conversa-jogada-fora com o que estava programado pra estudar no cronograma de Conceitos Básicos... rs Inevitavelmente, ao terminar o Capítulo 11 do Catania (pra quem tiver interessado) acabei TENDO que escrever essas baboseiras aqui... (Nikky lê, balança a cabeça e diz: "Eu sabia que este mestrado ia fazer isso com você, eu avisei...!")

Noooossa, detalhe que, estudando, consegui viajar mais ainda, tipo: cada escolha que você faz na maioria-quase-total das vezes te impede de entrar em contato com uma série de coisas que poderia entrar se tivesse escolhido outra coisa logo de início. Por exemplo, você NUNCA vai poder saber se seria um ótimo ator, famoso, global e tals, se escolheu estudar gastronomia e ir pra França se especializar e voltar e abrir um restaurante no Brasil... são inúmeras as possibilidades de RUMOS que sua vida poderia ter tomado se algumas escolhas aparentemente insignificantes tivessem sido feitas em detrimento de outras...


Fiquei pensando em toda uma sequência de fatos que está comprometida em uma escolha (pros colegas da A.C.: os tais dos elos iniciais nos encadeamentos de esquemas concorrentes que levam aos terminais...). Mas o LEGAL (o que inclusive me faz vir aqui com grande satisfação escrever sobre o assunto) é que antigamente pensar nisso era o que me paralisava de ansiedade diante de uma escolha estúpida (porém cheia de conseqüências infinitas, imprevisíveis, inimagináveis, como explicado aí em cima) como a cor do sapato que eu ia comprar... é, saber das conseqüências (ou imaginá-las, na verdade e saber que de fato não dava pra saber) me deix"ava" MaLuqUiNhADaSiLvA...




Hoje em dia paro e penso que o negócio é tão GRANDE, COMPLEXO e FORA DO MEU CONTROLE, que resolvi relaxar...





Afinal... NÃO TENHO ESCOLHA MESMO!!!! ^^



















P.S.: Quem foi mesmo o MALDITO que um dia resolveu começar a estudar Comportamento?! Vou fazê-lo se arrepender de suas escolhas o dia que o encontrar e for acertar as contas lá no céu... humpf...















=)

quinta-feira, 4 de junho de 2009

FRIO

BRRRRRRRRR....







O frrrrrrrrrio tá congelando as idéias...














Alguém me ajuda a escolher a vestimenta mais apropriada???










^^

Thanks!
...
Agora uma sugestão pros meninos... =)

!

domingo, 31 de maio de 2009

Tão à FLOR DA PELE...

“Ando tão à flor da pele
Que qualquer beijo de novela me faz chorar
Ando tão à flor da pele
Que o teu olhar, flor na janela
Me faz morrer


Ando tão à flor da pele
Que o meu desejo se confunde
Com a vontade de nem ser


(...)


Às vezes me preservo
N’outras suicido”


(À Flor da Pele - Zeca Baleiro)

Cantei isto ontem.


A propósito, a fotinha aí com os meninos - "D'umas e D'outras", fica o agradecimento, meninos, valeu! Curti! ^^



Tá, mas daí que depois fiquei pensando... (isto costuma acontecer quando canto coisas que falam sobre mim – algo relativamente constante, já que a maioria das coisas que canto sempre dizem algo sobre mim)


Mas o que fiquei pensando foi que: eu sou uma pessoa que VIVE "à flor da pele"... Daí a letra eu modificaria pra algo mais ou menos assim: "Eu SOU tão à flor da pele, que qualquer beijo de novela me faz chorar..."

É que a qualquer momento posso explodir de alegria e minutos depois me sentir como se fosse morrer de tristeza... Assim, de um extremo a outro, no mesmo dia, mais de uma vez, em diferentes momentos... Seria eu Bipolar? Ou demasiadamente intensa?


Busco o tal do equilíbrio... mas...










EXISTE???





...

Observação




DA OBSERVAÇÃO




Não te irrites, por mais que te fizerem...

Estuda, a frio, o coração alheio.

Farás, assim, do mal que eles te querem,

Teu mais amável e sutil recreio...




(Mário Quintana)

sexta-feira, 29 de maio de 2009

VIVA!


Este poema ali em cima é do Quintana. (Gosto pouco, viu?!) A parede é do meu ex-apê de Londrina. Todo cheio de frases...rs Hum, deu saudades... Bom, mas não é disso q vim escrever aqui, e já explico o porquê (xi... nunca sei se ainda tem o chapeuzinho...) do poema estar aí.

“Não vale a pena matar-se por isso, nem por ninguém, por nenhum amor...”


Não vale MESMO!

Vale é você VIVER as coisas que um grande amor, ou mesmo uma paixão te oportunizam, os momentos de felicidade, intensidade, as alegrias, as lembranças, o aprendizado com as experiências...

Quem tem medo demais de sofrer ou de morrer, acaba deixando de viver, de aproveitar as coisas boas da vida, ao tentar evitar as ruins. Nas palavras do meu pai, sabiamente: “Quem tem medo de cagar não come!” Hahahahaha eu ADORO essa... rs Outra versão, mais amena: “Se você ficar pensando na azia que PODE vir a ter, NUNCA vai comer uma deliciosa feijoada”.

Nas palavras do Shakespeare (tipo íntimo...rs): “Ninguém sabe a dor ou a delícia de ser, se não é”.

Sabe o que é?! É que por medo de errar, deixamos de tentar...

Mais do mesmo: “Não é digno de saborear o mel aquele que se afasta da colméia com medo das picadelas de abelha”.


VIVA. Aprenda com os erros, com as quedas, com os fracassos, com os sofrimentos. Depois passa. Uma hora cura.


Mas não tem nada que pague a eternização de um momento bem vivido.

domingo, 24 de maio de 2009

Amor - imprevisível e incontrolável. Você se amar ajuda! ^^

Meu sobrinho (este post é pra vc, Thi!) tirou uma frase do filme “Closer – Perto Demais” (muito bom, inclusive, fica a dica!), e colocou no MSN:

“O amor é um acidente esperando acontecer”


E não é que é?
Quis deixar registrado que isso me fez ficar pensando sobre o quanto a gente fica esperando encontrar alguém, procura, tals... e enquanto fazemos isso, poucas são as vezes em que temos sucesso...
Como as Leis de Murphy NUNCA falham, quando a vida tá toda bagunçada, tudo fudido, bem na hora errada, no meio da baderna surge alguém que faz você pensar algo do tipo: “Mas justo agora?” E algumas vezes você se adapta, dá um jeitinho e consegue encaixar a pessoa na sua vida. Outras, nem tanto, você prefere se apegar à crença de que aquele não era um bom momento, deixa a pessoa passar (enfim... sempre temos que fazer escolhas, afinal).


Masssssss o que é BA-TA-TA é que quando pensamos algo do tipo: “Tá, agora estou pronto, o momento é propício, tá tudo indo muito bem, só sinto falta de um amor, SÓ preciso encontrar alguém”, nesta exata hora, parece que o mundo conspira contra você e NINGUÉM parece se encaixar. Mas lllllllllógico que não vai ter ninguém!

Isso acontece porque amor não tem hora, não tem plano, não tem controle (amor e qualquer outro sentimento né?!) ! Ele simplesmente acontece! Por isso sempre é bom estar aberto às possibilidades. =D - De repente sem querer você acaba se dando conta de que está feliz porque deu uma chance à felicidade e à oportunidade de viver coisas boas. Seja lá amor de verdade, paixão, curtição, ou mesmo um bem-estar, felicidade que um relacionamento legal , (pode ser romance, rolinho, "caso"...) podem te proporcionar...

E o mais importante pelo que eu tenho visto por aí, é algo que já ficou super batido, virou um chavão, meio que imposição do mundo pós-moderno: você tem que se amar.
Mas é que não é... não dá pra fazer assim que nem receitinha também, né?! Tipo você fala pra você mesmo: “Ah, agora eu vou ser feliz sozinho!” e PLIM!!! Como num passe de mágica, de repente você fica feliz! Não, infelizmente não é assim...


Só que existe um negócio chamado experiência de vida que, graças ao bom "Cara-Lá-De-Cima", te mostra que independente de qualquer pessoa e qualquer coisa, VOCÊ é a coisa mais importante do mundo pra você mesmo e é você mesmo quem merece a maior parte da sua atenção.

E o pior é que isso que o povo fala por aí que você tem que se amar é verdade!!! To falando de duas coisas diferentes que estão atreladas. Amor e imprevisibilidade e Amor e aceitação própria.

Você se amar, estar de bem com a vida, bem-resolvido, alto-astral, curtindo sua própria companhia, tem tudo a veeeeerrr com a bagaça!!! Você atrai pessoas felizes e bem resolvidas quando você também está desta forma! Não, NUM VIAJA, nem tô aqui tentando vender as idéias de “O Segredo” e a “Lei da Atração”.

Só to dizendo que a probabilidade de você encontrar pessoas que vão te fazer bem é infinitamente maior quando você também está bem consigo mesmo!!! Isso porque sua presença, suas atitudes, seus gestos, tudo o que você fala e pensa acaba se tornando reforçador (desculpem, não consigo evitar, adoro os termos técnicos...rs), ou pros leigos “recompensadores”, “agradáveis”, sei lá o que mais praqueles que também estão nessa VIBE. Quando você se aceita, torna bem mais fácil pra que os outros te aceitem também. E te admirem, amem, enfim... se você está de bem com quem você é, você mostra essa pessoa aí pros outros e dão a eles a chance de amá-la MESMO sendo assim!!! rsrsrsrs

Notícia boa: você APRENDE como fazer isso conforme a vida vai rolando, confie em mim. rs

Putz, Quintana (adoro!!!) tem um jeito bem lindo de dizer isso, vc já deve ter visto por aí: “O segredo é não correr atrás das borboletas… É cuidar do jardim para que elas venham até você.”

Depois coloco um poema dele inteiro... hoje vai uma crônica aí:


A impontualidade do Amor

Você está sozinho. Em frente à TV, devora duas barras de chocolate, enquanto espera o telefone tocar. Bem que podia ser hoje, bem que podia ser agora, um amor novinho em folha.
Trimmm! Era sua mãe, quem mais poderia ser? Amor nenhum faz chamadas por telepatia. Amor não atende com hora marcada. Ele pode chegar antes do esperado e encontrar você numa fase galinha, sem disposição para relacionamentos sérios. Ele passa batido e você nem vê. Ou pode chegar tarde demais e encontra você desiludido da vida, desconfiado, cheio de olheiras. O amor dá meia volta.
Por que o amor nunca chega na hora certa? O amor aparece quando menos se espera e de onde menos se imagina.
Você passa uma festa inteira hipnotizado por alguém que nem lhe enxerga, e mal repara em outro alguém que só tem olhos para você. O amor é que nem tesourinha de unhas, nunca está onde a gente pensa. Seu amor pode estar num supermercado, pode estar impaciente na fila de um banco, na padaria, pode estar cantarolando sozinho dentro de um carro. O amor está em todos os lugares, você é que não tem observado bem.
Aprenda uma coisa o amor é imprevisível. Jamais espere ouvir: “eu te amo” num jantar à luz de velas, no dia dos namorados. Ou receber flores logo após a primeira transa. O amor odeia clichês. Você vai ouvir ; eu te amo; numa terça- feira, às quatro da tarde, depois de uma discussão. E as flores vão chegar num dia qualquer, apenas para informar como você é especial para alguém.
IDEALIZAR é SOFRER, AMAR é SURPREENDER.
Talvez tenhamos que conhecer algumas pessoas erradas antes de encontrar a pessoa certa. Talvez a pessoa certa, você considera a mais errada, que só quer curtir, mas que um dia te faça feliz, e para que isso aconteça, só depende de você, pois ao encontrá-la, agradecerá por esta benção.
Porém, estamos tão presos àquela porta fechada que não somos capazes de ver o novo caminho que se abriu, podendo estar do seu lado. Não busque boas aparências, elas podem mudar.
Encontre aquela pessoa que te faça dar gargalhadas ao falar uma piadinha... que faça seu coração sorrir.
Há momentos na vida em que sentimos tanto a falta de alguém que o que mais queremos é tirar esta pessoa de nossos sonhos e abraçá-la.
Sonhe com aquilo que você quiser, faça aquilo que você quiser, vá para onde você queira ir, seja o que você quer ser, porque você possui apenas uma vida e nela só temos uma chance de fazer aquilo que queremos.
Espalhe que o amor não é banal, é fundamental e que embora estejam distorcendo o sentido verdadeiro dele nos tempos modernos, ele existe e é o ingrediente mais importante da poção mágica chamada felicidade.

(Tem gente que a atribui a Mário Quintana, outros à Martha Medeiros... o texto parece ter sido modificado pelo caminho... eu não sei. Mas, anyway, o importante é a idéia que está aí!!!)

E quer saber o que mais?! Voltando à história das borboletas ali em cima... O objetivo final nem tem que ser as ditas-cujas. Elas são meras consequências. O objetivo final acaba se tornando o ato por si só. SER FELIZ não é uma obrigação. Pode ajudar, mas vão SIM ter momentos tristes, ruins, difíceis e que você tem o DIREITO de sofrer, ficar mal...


Mas se você escolher levar a vida de uma forma positiva, buscando tirar proveito de tudo que for positivo em qualquer situação, a vida pode ir acontecendo de um jeito em que o próprio prazer (ou reforçador intrínseco, se preferirem...rs) do “se curtir” vira prioridade sem querer. Você acaba aprendendo o quanto é gostoso estar cuidando de você mesmo, estar na sua própria companhia. Mesmo que a do outro também seja boa (quando acontece de existir), a sua pode ser boa SEMPRE, porque está disponível em todos os momentos!

E daí... assim... se você quiser dividir isso, esse bem estar, com outra pessoa ^^... ah... aí é só alegria... s2

Feel free! E sucesso! =)

***BE HAPPY***

domingo, 17 de maio de 2009

Brincando de Experimentadora...


Esta semana senti na pele a dificuldade em se colocar um comportamento em extinção.
Para os amigos da área (Análise do Comportamento) não são necessárias mtas explicações, mas pros amigos de fora, cabe uma explicaçãozinha resumida...


Quando queremos diminuir a freqüência de algum comportamento ou mesmo “acabar” com ele, ao invés de o punirmos (apresentar uma conseqüência "aversiva", ou no leigo "negativa, ruim"), preferimos simplesmente não apresentar conseqüência alguma. Sim, deixamos de apresentar a conseqüência que supomos que esteja o mantendo e daí esperamos que ele, assim, nos deixe em paz!
Há uma série de implicações teóricas do “porque” (agora tem acento ou não?) a preferência pela extinção ao invés da boa e velha conhecida “punição”, que não vem ao caso agora. O fato é que preferimos a primeira e ponto final.

Só que pelamordedeus, isso é difícil pra car...&#@!$*!!!! É muito mais simples você dizer a um pai ou uma mãe como eles devem proceder a uma birra da criança, simplesmente ignorando-a, porque você SABE das implicações teóricas, tals... mas na prática... Jesus, amado, haja paciência!!!

Vou contar o EPISÓDIO:
Estou eu viajando com minha mãe e meu filho (não exatamente humano, ainda não tenho... é o Buddy, meu Lhasa Apso... mas é filho assim msm). O fofíssimo animalzinho NUNCA tinha me dado trabalho antes nas viagens, só dormia, acordava quando eu parava o carro, super tranqüilo. Inclusive, na viagem de IDA pra casa dos meus pais, quando estávamos só eu e ele. Quietinho... uma doçura! Daí na volta parece que ele quis compensar pela ida!

SÓ porque a “vó” tava junto, não acho outra explicação!!!

O animal (tá vendo o que meus respondentes me fazem?) ficou latindo a viagem INTEIRA! Quase 5 hs com ele no carro latindo e a Dona-Psicóloga-Mestranda-Analista-Experimental-do-Comportamento aqui, toda sabichona resolveu “testar” o procedimento... E haja latido na orelha...

Confesso que por várias vezes pensei em brigar com ele, emitindo um sonoro e grave “NÃO(como aprendi que é eficaz com dogs, no “Animal Planet”), ou então ceder ao choro, grunhidos, latidos e arranhões na porta da caixa de transporte, e colocá-lo no colo da minha mãe. Mas tive autocontrole... parecia um “mantra” que eu repetia pra mim mesma em silêncio: “Não consequencie... Uma hora ele vai parar... Não consequencie... É normal a taxa de respostas aumentar no início... Não consequencie... lembre-se da curva de extinção, ele VAI parar...”

Ou seja: um PUTA dum exercício de paciência!!!

Ao mesmo tempo, a explicação rolando pra mamãe: “Então, mãezinha, vamos ter mais paciência, porque uma hora ele vai parar, acredite em mim, porque o aumento da taxa de resposta...” Ainda bem que a coitada tá aprendendo muita coisa da A.C. e acabou concordando comigo: “Pior é que se a gente deixar hoje, das próximas vezes ele vai sempre querer vir no colo...” P.S.: ou tá aprendendo comigo, ou é fruto da história de vida, criando 6 filhos (sim, seis)...rs
Resultado: E não é que ele parou??? Tá, td bem que ele parou JUSTO após termos deixado a vovozinha dele em sua casa nova e continuado a nossa viagem por mais 2 horinhas... O bichinho veio quietinho!!! (é, agora ele voltou a ser "bichinho", "amorzinho"...rs) Acredita nisso, mamis????

Caros amigos, fica a critério de vocês decidir se o procedimento de extinção é que foi eficaz ou se a “remoção da vó” é que foi responsável pelo fim dos latidos...
Enfim, agora eu posso dizer que rolou uma empatia com os pais que reclamam das birras e acabam punindo este comportamento ao baterem, gritarem, ameaçarem , etc... ou com os que acabam fortalecendo este comportamento ao cederem e fazerem aquilo que a criança está “pedindo”... Sintam-se compreendidos. Vocês estão perdoados.

Aos colegas que possuem cachorrinhos, estas criaturas adoráveis, ou mesmo filhinhos, teste este procedimento também... é uma experiência no mínimo (digamos assim) INTERESSANTE!

terça-feira, 12 de maio de 2009

Coisas Minhas


Que vontade é essa de ser ouvido?
Que vontade é essa de ser conhecido, reconhecido, ser lido, compreendido, ser alguém...
Mais do que vontade, parece uma necessidade que assola o ser humano.


Alguns dias atrás as pessoas escreviam livros.
Hoje em dia vemos milhares de blogs, flogs, fotologs, perfis de Orkut, facebook, MSN, todos eles cheios de artifícios através dos quais as pessoas podem registrar o que estão pensando, o que estão fazendo, o que estão sentindo. Podem gritar para o mundo ouvir, escancarar para todos aquilo que tem por dentro, ou gostariam de aparentar ter por dentro... mostrar ao mundo. Ou a ninguém.

Afinal... quem está interessado? Quem quer saber? Se eu for ler o seu blog, como vou escrever o meu?! Onde arrumo tempo para todos os orkuts e blogs e afins de todos meus amigos, parentes, colegas, correspondentes???
Pra quem faz diferença se eu gosto mais de teatro, flores ou chocolate? Pra quem faz diferença se eu concordo com a opinião política que alguém expressou ontem na TV? Pra quem faz diferença uma música que é importante pra mim e parece narrar aquele momento da minha vida? Pra quem minhas palavras vão acrescentar algo à sua própria vida?

Lembrei de uma música que adoro, em especial esta parte: “...coisas minhas, talvez você nem queira ouvir...” Taí, um bom nome pro blog!


Tá. Passo um, concluído! Mas... então... pra quem eu to escrevendo?

(Já teve a sensação de não saber por que está fazendo algo e ainda assim continuar fazendo? Pois é, olha eu aqui! rsrsrs)


Talvez escreva pra você, que está aqui neste momento. Ou praquele que virá a seguir. Talvez não. Talvez seja só pra mim. Uma forma de ouvir a mim mesma, organizar os pensamentos e os sentimentos. Antigamente as pessoas faziam diários... mas tinha mais graça quando contava pra uma amiga o que escreveu, ou dava pra ela ler... ai que diferença faz o outro na nossa vida... seres sociais que somos, tão dependentes do outro... (disso eu falo mais pra frente.)

Anyway, cá estou eu, aderindo à onda dos blogs... tentei o nome “Só Mais Um Na Multidão”, mas não estava mais disponível. Nem “Só Mais Um”, nem “Mais Um Na Multidão”, nem “Mais Um”... Poxa, quantas pessoas se sentem como eu! Quantas pessoas também estão aqui no mundo virtual, sendo apenas elas mesmas ou aquilo que sonharam um dia ser, ou mesmo o que nunca se arriscariam a sonhar... sabendo que são apenas mais uma entre milhares... mas estão aqui.


Afinal... qual nosso lugar? Mesmo no mundo real... ????

Sem necessidade de tantas explicações, estou aqui, agora. Até porque há algum tempo desisti da mania irritante (pra mim e pros outros) de TER q achar um “porque” de tudo. (Isso eu conto depois...)


Talvez tenha me inspirado em alguns amigos blogueiros, ou a carência esteja grande, ou só esteja treinando pra realizar um dos grandes sonhos de criança, que era escrever e ser lida algum dia...
Estou aqui porque estou, oras! Sinta-se à vontade pra entrar e sair quando quiser. Para ouvir e falar o quanto quiser e o que quiser. O que vai ser feito desse meu espacinho cibernético ainda é uma interrogação. (Mais uma... rs)

Sei que gosto de música, isso com certeza você vai encontrar por aqui. Gosto de palavras, de poesia, de magia, de filosofar e viajar (de verdade e na maionese). Acho que tenho muita história pra contar, inventar e pra pensar... e sonhar... você é bem vindo. Mais que isso: uma vez que você é "o outro", é IMPRESCINDÍVEL. ^^


>>>A duras penas, depois de muito exercício de aceitação, aprendi a ser eu mesma e saber que aprendi a ser assim. Posso vir a ser diferente no futuro, mas agora estou sendo essa aqui.<<<


Daí, que aprendi o valor do outro na nossa vida. Então sua opinião importa sim. Assumo. Confesso. Pronto, falei!


Fique à vontade. Sinta-se em casa. =)

“Só não se perca ao entrar no meu infinito particular...”