Esta semana senti na pele a dificuldade em se colocar um comportamento em extinção.
Para os amigos da área (Análise do Comportamento) não são necessárias mtas explicações, mas pros amigos de fora, cabe uma explicaçãozinha resumida...
Quando queremos diminuir a freqüência de algum comportamento ou mesmo “acabar” com ele, ao invés de o punirmos (apresentar uma conseqüência "aversiva", ou no leigo "negativa, ruim"), preferimos simplesmente não apresentar conseqüência alguma. Sim, deixamos de apresentar a conseqüência que supomos que esteja o mantendo e daí esperamos que ele, assim, nos deixe em paz!
Há uma série de implicações teóricas do “porque” (agora tem acento ou não?) a preferência pela extinção ao invés da boa e velha conhecida “punição”, que não vem ao caso agora. O fato é que preferimos a primeira e ponto final.
Só que pelamordedeus, isso é difícil pra car...&#@!$*!!!! É muito mais simples você dizer a um pai ou uma mãe como eles devem proceder a uma birra da criança, simplesmente ignorando-a, porque você SABE das implicações teóricas, tals... mas na prática... Jesus, amado, haja paciência!!!
Vou contar o EPISÓDIO:
Estou eu viajando com minha mãe e meu filho (não exatamente humano, ainda não tenho... é o Buddy, meu Lhasa Apso... mas é filho assim msm). O fofíssimo animalzinho NUNCA tinha me dado trabalho antes nas viagens, só dormia, acordava quando eu parava o carro, super tranqüilo. Inclusive, na viagem de IDA pra casa dos meus pais, quando estávamos só eu e ele. Quietinho... uma doçura! Daí na volta parece que ele quis compensar pela ida!
SÓ porque a “vó” tava junto, não acho outra explicação!!!
O animal (tá vendo o que meus respondentes me fazem?) ficou latindo a viagem INTEIRA! Quase 5 hs com ele no carro latindo e a Dona-Psicóloga-Mestranda-Analista-Experimental-do-Comportamento aqui, toda sabichona resolveu “testar” o procedimento... E haja latido na orelha...
Confesso que por várias vezes pensei em brigar com ele, emitindo um sonoro e grave “NÃO” (como aprendi que é eficaz com dogs, no “Animal Planet”), ou então ceder ao choro, grunhidos, latidos e arranhões na porta da caixa de transporte, e colocá-lo no colo da minha mãe. Mas tive autocontrole... parecia um “mantra” que eu repetia pra mim mesma em silêncio: “Não consequencie... Uma hora ele vai parar... Não consequencie... É normal a taxa de respostas aumentar no início... Não consequencie... lembre-se da curva de extinção, ele VAI parar...”
Ou seja: um PUTA dum exercício de paciência!!!
Ao mesmo tempo, a explicação rolando pra mamãe: “Então, mãezinha, vamos ter mais paciência, porque uma hora ele vai parar, acredite em mim, porque o aumento da taxa de resposta...” Ainda bem que a coitada tá aprendendo muita coisa da A.C. e acabou concordando comigo: “Pior é que se a gente deixar hoje, das próximas vezes ele vai sempre querer vir no colo...” P.S.: ou tá aprendendo comigo, ou é fruto da história de vida, criando 6 filhos (sim, seis)...rs
Resultado: E não é que ele parou??? Tá, td bem que ele parou JUSTO após termos deixado a vovozinha dele em sua casa nova e continuado a nossa viagem por mais 2 horinhas... O bichinho veio quietinho!!! (é, agora ele voltou a ser "bichinho", "amorzinho"...rs) Acredita nisso, mamis????
Caros amigos, fica a critério de vocês decidir se o procedimento de extinção é que foi eficaz ou se a “remoção da vó” é que foi responsável pelo fim dos latidos...
Enfim, agora eu posso dizer que rolou uma empatia com os pais que reclamam das birras e acabam punindo este comportamento ao baterem, gritarem, ameaçarem , etc... ou com os que acabam fortalecendo este comportamento ao cederem e fazerem aquilo que a criança está “pedindo”... Sintam-se compreendidos. Vocês estão perdoados.
Aos colegas que possuem cachorrinhos, estas criaturas adoráveis, ou mesmo filhinhos, teste este procedimento também... é uma experiência no mínimo (digamos assim) INTERESSANTE!
Para os amigos da área (Análise do Comportamento) não são necessárias mtas explicações, mas pros amigos de fora, cabe uma explicaçãozinha resumida...
Quando queremos diminuir a freqüência de algum comportamento ou mesmo “acabar” com ele, ao invés de o punirmos (apresentar uma conseqüência "aversiva", ou no leigo "negativa, ruim"), preferimos simplesmente não apresentar conseqüência alguma. Sim, deixamos de apresentar a conseqüência que supomos que esteja o mantendo e daí esperamos que ele, assim, nos deixe em paz!
Há uma série de implicações teóricas do “porque” (agora tem acento ou não?) a preferência pela extinção ao invés da boa e velha conhecida “punição”, que não vem ao caso agora. O fato é que preferimos a primeira e ponto final.
Só que pelamordedeus, isso é difícil pra car...&#@!$*!!!! É muito mais simples você dizer a um pai ou uma mãe como eles devem proceder a uma birra da criança, simplesmente ignorando-a, porque você SABE das implicações teóricas, tals... mas na prática... Jesus, amado, haja paciência!!!
Vou contar o EPISÓDIO:
Estou eu viajando com minha mãe e meu filho (não exatamente humano, ainda não tenho... é o Buddy, meu Lhasa Apso... mas é filho assim msm). O fofíssimo animalzinho NUNCA tinha me dado trabalho antes nas viagens, só dormia, acordava quando eu parava o carro, super tranqüilo. Inclusive, na viagem de IDA pra casa dos meus pais, quando estávamos só eu e ele. Quietinho... uma doçura! Daí na volta parece que ele quis compensar pela ida!
SÓ porque a “vó” tava junto, não acho outra explicação!!!
O animal (tá vendo o que meus respondentes me fazem?) ficou latindo a viagem INTEIRA! Quase 5 hs com ele no carro latindo e a Dona-Psicóloga-Mestranda-Analista-Experimental-do-Comportamento aqui, toda sabichona resolveu “testar” o procedimento... E haja latido na orelha...
Confesso que por várias vezes pensei em brigar com ele, emitindo um sonoro e grave “NÃO” (como aprendi que é eficaz com dogs, no “Animal Planet”), ou então ceder ao choro, grunhidos, latidos e arranhões na porta da caixa de transporte, e colocá-lo no colo da minha mãe. Mas tive autocontrole... parecia um “mantra” que eu repetia pra mim mesma em silêncio: “Não consequencie... Uma hora ele vai parar... Não consequencie... É normal a taxa de respostas aumentar no início... Não consequencie... lembre-se da curva de extinção, ele VAI parar...”
Ou seja: um PUTA dum exercício de paciência!!!
Ao mesmo tempo, a explicação rolando pra mamãe: “Então, mãezinha, vamos ter mais paciência, porque uma hora ele vai parar, acredite em mim, porque o aumento da taxa de resposta...” Ainda bem que a coitada tá aprendendo muita coisa da A.C. e acabou concordando comigo: “Pior é que se a gente deixar hoje, das próximas vezes ele vai sempre querer vir no colo...” P.S.: ou tá aprendendo comigo, ou é fruto da história de vida, criando 6 filhos (sim, seis)...rs
Resultado: E não é que ele parou??? Tá, td bem que ele parou JUSTO após termos deixado a vovozinha dele em sua casa nova e continuado a nossa viagem por mais 2 horinhas... O bichinho veio quietinho!!! (é, agora ele voltou a ser "bichinho", "amorzinho"...rs) Acredita nisso, mamis????
Caros amigos, fica a critério de vocês decidir se o procedimento de extinção é que foi eficaz ou se a “remoção da vó” é que foi responsável pelo fim dos latidos...
Enfim, agora eu posso dizer que rolou uma empatia com os pais que reclamam das birras e acabam punindo este comportamento ao baterem, gritarem, ameaçarem , etc... ou com os que acabam fortalecendo este comportamento ao cederem e fazerem aquilo que a criança está “pedindo”... Sintam-se compreendidos. Vocês estão perdoados.
Aos colegas que possuem cachorrinhos, estas criaturas adoráveis, ou mesmo filhinhos, teste este procedimento também... é uma experiência no mínimo (digamos assim) INTERESSANTE!
Um breve comentário amiga....lembre-se que muitas vezes é difícil determinados as fontes de controle do comportamento, e conforme o Roberto disse numa banca que assisti, muitas vezes os futuros mestres nem sempre saem do curso sabendo exatamente como descobrir a função do comportamento. Assim desejo-lhe boa sorte em seu manejo ambiental, e depois me conte quais foram as operações que você utilizou. Bj e nunca se esqueça dos efeitos emocionais da remoção da contingência, de repente valha a pena pensar também numa relação de continguidade acontecendo. Rrsrsrsrrssss
ResponderExcluirFRUSTRAÇÃOOOOOOOOOOOO
ResponderExcluirkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Falta muito ainda pra aprender aplicar um maldito procedimento na vida real?????
ResponderExcluirEste comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirPriscila, Priscila... rs
ResponderExcluir"Análise do Comportamento no seu dia a dia". Uhauhauahuahauhauah
Imagina só a capa do livro. "Que nervo!!!"
Gostei!! Parabéns experimentadora!!!
Bjão